Ação benéfica comprovada por milhares de estudos

Resultados de pesquisas mostram benefícios em enfermidades gastrointestinais, sistema imune, câncer, doenças metabólicas e muitas outras

Desde que o Lactobacillus casei Shirota (LcS) foi descoberto pelo médico e pesquisador Minoru Shirota, em 1930, milhares de estudos científicos foram desenvolvidos com essa cepa probiótica exclusiva da Yakult. Inicialmente, as pesquisas eram realizadas no laboratório do pesquisador e foram intensificadas a partir da inauguração do Instituto Central Yakult em 1955, em Kyoto – posteriormente transferido para Tóquio –, no Japão. Nas últimas décadas, inúmeros cientistas de vários centros de pesquisas ao redor do mundo também têm se dedicado a estudar os efeitos benéficos dos microrganismos para a saúde. O principal objetivo é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento da microbiota intestinal a partir da atuação dos microrganismos indígenas, assim como comprovar a ação da cepa L. casei Shirota sobre o sistema gastrointestinal, diferentes tipos de câncer, sistema imunológico, doenças metabólicas e, mais recentemente, às enfermidades relacionadas ao eixo cérebro-intestino-microbiota. 

Para aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento da microbiota intestinal e a atuação dos microrganismos, especialmente o Lactobacillus casei Shirota, inúmeros estudos in vitro, in vivo e clínicos vêm sendo realizados ao longo dos últimos 80 anos. Pesquisas sobre o efeito positivo do Lactobacillus casei Shirota em indivíduos que sofrem de prisão de ventre e diarreia, por exemplo, têm incontáveis resultados positivos. Dois exemplos são os casos envolvendo crianças atendidas pelo Departamento de Cirurgia Pediátrica da Universidade de Tóquio, no início dos anos 2000. O primeiro era de uma menina de nove meses com problema congênito na laringe, traqueia e esôfago, e que sofria de constipação crônica. A criança pesava pouco mais de três quilos, não evacuava sem estímulo de medicamento e só se alimentava por sonda. Depois de dois meses da administração do L. casei Shirota, a menina começou a ganhar peso e passou a evacuar naturalmente, além de receber alimentação sem a sonda. Outra criança, de quatro anos, passou por uma cirurgia para retirar parte do intestino devido à enterocolite repetitiva. Um mês depois do início da administração do L. casei Shirota, a pequena paciente começou a ganhar peso e os problemas foram diminuindo. Seis meses depois, as fezes já estavam normais. 

Publicado em 2001 no Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, o estudo ‘Efect of Lactobacillus casei Shirota administration on sodium balance in children with short bowel syndrome’ relatou o caso de um menino inglês que foi transferido, no segundo dia de vida, para o Centro de Cirurgia Pediátrica do Hospital Regional de Wessex, no Reino Unido, com vômitos e distensão abdominal aguda causada por atresia anal. Depois de vários procedimentos, a criança passou por cirurgia de ressecção e só restaram 60cm da porção do jejuno proximal. Com a introdução de terapia à base de L. casei Shirota, houve melhora acentuada na absorção de sódio pelo paciente, com substancial ganho na reabilitação e melhora nas funções do jejuno. 

O estudo brasileiro ‘Efeito do Leite Fermentado contendo L. casei Shirota na Microbiota Intestinal de Crianças sob Terapia Antimicrobiana’, também realizado em 2001 pela doutora Jane Harumi Atobe com supervisão da professora Elsa Mamizuka (hoje aposentada), ambas do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), envolveu 63 crianças das regiões atendidas pelo Hospital Universitário (HU-USP), com idades entre 2 e 15 anos. Durante o experimento controlado, prospectivo e duplo-cego, cada criança recebeu, junto com o tratamento, dois frascos diários de leite fermentado contendo 108-9  unidades formadoras de colônias (UFC)/ml de LcS. Na microbiota das crianças que ingeriram placebo houve aumento de P. aeruginosa e Clostridium – bactérias que, apesar de fazerem parte da microbiota intestinal, não devem estar em grandes concentrações. Já as crianças que ingeriram leite fermentado com L. casei Shirota não registraram aumento de bactérias específicas nas fezes e não houve acréscimo de microrganismos potencialmente patogênicos, o que significa que o probiótico promoveu um reequilíbrio mais rápido da microbiota intestinal. Além disso, o L. casei Shirota permaneceu viável no intestino pelo menos uma semana após o término do tratamento.

Prevenção de diarreia 

Pesquisadores do Instituto Central Yakult, em colaboração com o Instituto Nacional de Cólera e Doenças Entéricas da Índia, comprovaram que o consumo diário de Leite Fermentado Yakult com L. casei Shirota é eficaz para prevenção de diarreia em crianças pequenas na Índia. O estudo randomizado, duplo-cego e placebo controlado foi realizado na cidade de Calcutá com 3.758 crianças de 1 a 5 anos de idade da comunidade de Kolkata – publicado no site Epidemiology and Infection, em 2010. As crianças foram divididas em dois grupos iguais. O grupo probiótico recebeu um frasco do Leite Fermentado Yakult com 6,5 bilhões de L. casei Shirota todos os dias, durante 12 semanas, e o grupo controle recebeu leite acidificado sem o probiótico pelo mesmo período. Todas as crianças foram monitoradas durante as 24 semanas para identificação de casos de diarreia aguda e estado nutricional. A incidência de diarreia aguda foi controlada em 3.585 crianças com consumo do L. casei Shirota acima de 80% e os resultados comprovaram os efeitos preventivos contra a doença através da ingestão do leite fermentado.

Pesquisas com adultos também têm resultados importantes

Um estudo preliminar aberto realizado por pesquisadores japoneses em 2010 envolveu 10 pacientes com retocolite ulcerativa ativa de grau suave a moderado (quatro homens e seis mulheres). Todas as terapias de drogas mantiveram-se coerentes durante o estudo e não foram feitas alterações nas dietas dos pacientes, que receberam Lactobacillus casei Shirota (8×10¹⁰ UFC/dia) na forma de leite fermentado, juntamente com a terapia convencional, durante oito semanas. Nove pacientes com retocolite ulcerativa ativa que receberam a terapia convencional isolada serviram de controle. O L. casei Shirota inibiu a produção de interleucina-6 (IL-6) e foi observada uma tendência favorável nos índices das atividades clínicas, comparando-se as fases de pré-tratamento e pós-tratamento com L. casei Shirota em seis e oito semanas, o que não ocorreu no grupo controle. Os resultados sugerem que a suplementação probiótica aliada à terapia convencional é segura e mais eficaz do que a terapia convencional isolada em pacientes com retocolite ulcerativa. 

No estudo ‘Probiotics combined with mesalamine in treatment of ulcerative colitis: ef cacy and safety observation’, publicado em 2016, os pesquisadores do Departamento de Gastroenterologia do Suzhou Municipal Hospital, na China, exploraram a eficácia clínica e a segurança dos probióticos combinados com mesalazina para 42 pacientes com retocolite ulcerativa leve ou moderada. Os pacientes, divididos aleatoriamente nos grupos de tratamento ou controle, foram observados por seis meses. Manifestações clínicas, segurança e vários índices laboratoriais de ambos os grupos foram comparados antes e após seis meses de tratamento. Ao  final do experimento, os cientistas concluíram que os probióticos combinados com mesalazina têm um papel benéfico como terapia adjuvante para retocolite ulcerativa e podem reduzir significativamente os níveis de citocinas pró-inamatórias de pacientes com a doença leve ou moderada, com efeitos mais fortes para a indução e manutenção da remissão em comparação com o tratamento com mesalazina sozinha, incluindo melhor segurança e eficácia. 

Um estudo de caso-controle aberto foi realizado no Japão para avaliar o efeito da ingestão de leite fermentado contendo Lactobacillus casei Shirota sobre a gastroenterite causada por norovírus em 72 idosos moradores de casa de repouso. Durante um mês não houve diferença significativa na incidência de gastroenterite por norovírus entre os grupos de leite fermentado LcS e controle. No entanto, a duração média da febre de 37,8º C após o início da gastroenterite teve redução significativa no grupo que recebeu o probiótico. A análise de PCR quantitativa também mostrou aumento de Bifidobacterium e Lactobacillus, assim como redução de Enterobacteriaceae nas amostras fecais do grupo que recebeu o L. casei Shirota, com um aumento significativo na concentração de ácido acético fecal. Os pesquisadores concluíram que a ingestão contínua de leite fermentado com LcS pode contribuir positivamente para o alívio da febre causada por gastroenterite por norovírus, corrigindo o desequilíbrio da microbiota intestinal peculiar aos idosos, embora tal consumo não pudesse protegê-los da doença. O artigo ‘Effect of the continuous intake of probiotic-fermented milk containing Lactobacillus casei strain Shirota on fever in a mass outbreak of norovirus gastroenteritis and the faecal microflora in a health service facility for the aged’ foi publicado em 2011 no British Journal of Nutrition

Com o título ‘Fermented milk with probiotic Lactobacillus casei Shirota reduces antibiotic-associated diarrhea in patients with spinal cord injuries: a randomized controlled clinical study’, pesquisadores de diferentes especialidades do Reino Unido avaliaram a eficácia da ingestão do L. casei Shirota na redução da incidência de diarreia causada por antibióticos, e se a subnutrição e inibidores de bomba de próton são fatores de risco para essas enfermidades. Entre setembro de 2010 e setembro de 2012, 164 pacientes com lesão da medula espinhal submetidos à antibioticoterapia foram selecionados para receber aleatoriamente Lactobacillus casei Shirota ou placebo. O probiótico foi consumido uma vez por dia durante o período da ingestão de antibióticos e continuado por mais sete dias, e o grupo que recebeu o L. casei Shirota apresentou uma incidência significativamente menor de diarreia causada por antibióticos. 

Em 2015, pesquisadores avaliaram a atividade do L. casei Shirota sobre a saúde intestinal de idosos frágeis moradores de uma casa de repouso nos Países Baixos. Os idosos consumiram Leite Fermentado Yakult com mínimo de 1,0×10⁸UFC/ml de L. casei Shirota, por seis semanas, durante o café da manhã. Os resultados mostraram que a cepa probiótica melhorou significativamente a qualidade das fezes desses indivíduos, tanto pela redução de constipação e diarreias quanto pelo aumento do volume de fezes ideais. Em 2019, um estudo relatou benefícios do consumo da cepa da Yakult por adultos de 18 a 45 anos de idade com constipação funcional, moradores de Beijing, na China. Todos os participantes que ingeriram Leite Fermentado Yakult com mínimo de 1,0×10⁸ UFC/ml de L. casei Shirota por 28 dias consecutivos, após o almoço, apresentaram melhoras nos sintomas de constipação e equilíbrio das fezes. Os cientistas reportam esses benefícios ao efeito modulador do L. casei Shirota na microbiota e à produção de ácidos graxos de cadeia curta como acetato, propionato e butirato.

Controle de doenças metabólicas com uso do probiótico  

A obesidade associada ao diabetes tipo 2 é normalmente acompanhada por outras anomalias metabólicas, como dislipidemia e hipertensão, e o acúmulo dessas anomalias está relacionado a uma alta prevalência de doenças cardiovasculares. Inúmeras pesquisas tentam comprovar o efeito benéfico da ingestão de probióticos para auxiliar no controle de doenças metabólicas em crianças e adultos. Um deles foi publicado no Indian Journal of Public Health Research and Development, em 2009. Desenvolvido por pesquisadores da Indonésia, o estudo ‘Lactobacillus casei strain Shirota: Overview of Blood Sugar Levels and Blood Fat from Children Obesity and Fatting’ apresentou resultados favoráveis da ingestão do probiótico sobre o perfil de colesterol total de crianças obesas de 6 a 12 anos de idade. 

Para confirmar o benefício dos probióticos como intervenção dietética no manejo da obesidade em crianças, pesquisadores japoneses desenvolveram o estudo aberto prospectivo ‘The efects of the Lactobacillus casei strain on obesity in children: a pilot study’ publicado no Beneficial Microbes, em 2017. Os cientistas compararam a microbiota intestinal e os níveis de ácido orgânico entre 12 crianças obesas de 10 anos de idade, e 22 crianças controle com média de 8,5 anos. O grupo de obesos foi submetido à dieta e terapia de exercícios por seis meses e, em seguida, recebeu uma bebida com L. casei Shirota diariamente por mais seis meses. Ao final da intervenção houve um declínio significativo no peso corporal e uma elevação no nível de HDL-colesterol após a ingestão da bebida com probiótico, em comparação com o grupo controle que não recebeu o probiótico. Além disso, houve um aumento significativo na concentração fecal de Bifidobacterium e um aumento aparente na concentração de ácido acético. 

Outra questão relacionada ao diabetes tipo 2 é a translocação bacteriana intestinal para o sangue, que pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da resistência à insulina. Para avaliar se o probiótico L. casei Shirota poderia reduzir a translocação bacteriana e causar alterações na microbiota intestinal, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Juntendo, em Tóquio, realizaram um estudo com 70 pacientes adultos com diabetes tipo 2, randomizados em dois grupos. No final do experimento, as contagens fecais do grupo Clostridium coccoides e do subgrupo Clostridium leptum nos voluntários que ingeriram leite fermentado com Lactobacillus casei Shirota foram significativamente maiores em relação ao grupo controle. As contagens fecais de Lactobacillus totais também foram significativamente maiores no grupo probiótico, mostrando que a administração de L. casei Shirota reduziu a translocação bacteriana e alterou a microbiota intestinal nesses pacientes. O estudo ‘Probiotic reduces bacterial translocation in type 2 diabetes mellitus: A randomised controlled study’ foi publica do no periódico Scientific Reports, em 2017. 

HIPERTENSÃO 

Amplamente prevalente em todo o mundo, a hipertensão é particularmente comum no Japão. Apesar de normalmente não apresentar sintomas, se a hipertensão permanecer sem tratamento pode trazer graves consequências para a saúde, incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral, parada cardíaca, doença arterial periférica, perda da visão e doença renal crônica. A prevenção e o controle da hipertensão podem, assim, dar uma importante contribuição para a melhoria da saúde da população. Para investigar a relação entre o consumo habitual de produtos lácteos fermentados contendo Lactobacillus casei Shirota com a probabilidade de a hipertensão ser desenvolvida em idosos inicialmente normotensos, pesquisadores de instituições japonesas e canadenses realizaram um estudo com 352 voluntários com idade entre 65 e 93 anos, durante um período de cinco anos. O resultado do estudo ‘Habitual intake of fermented milk products containing Lactobacillus casei strain Shirota and a reduced risk of hypertension in older people’, publicado no Beneficial Microbes em 2017, mostrou que a incidência de hipertensão foi bem menor nos idosos que ingeriram o leite fermentado, em relação ao grupo controle. Esses resultados sugerem que o risco de desenvolver hipertensão é substancialmente menor em idosos que consomem produtos fermentados contendo L. casei Shirota pelo menos três vezes por semana.

Ação da cepa probiótica como reforço para o sistema imunológico

Estudos de intervenção em humanos demonstram que certos probióticos aumentam a imunidade inata, incluindo a atividade das células NK – um tipo de linfócito citotóxico necessário para o bom funcionamento do sistema imunitário inato, com papel importante no combate a infecções virais e células tumorais. No Instituto Central Yakult, os experimentos conseguiram indicar, por exemplo, que o Lactobacillus casei Shirota desempenha importante papel na manutenção do balanço imunológico através da influência das respostas imunes intestinais. Por meio de suas paredes celulares, o L. casei Shirota estimula os macrófagos, fazendo com que essas células do sistema imune fiquem mais alertas a qualquer anormalidade, tornando mais rápida e eficiente a produção de respostas às invasões de bactérias patogênicas. Além disso, promove a atividade das células NK e as atividades fagocíticas. 

Por meio de um experimento publicado em 2001 com nove voluntários de meia-idade e 10 idosos, foi possível verificar que a ingestão diária de L. casei Shirota exerce um efeito positivo sobre a atividade das células NK. Os voluntários ingeriram diariamente leite fermentado contendo 4×10¹⁰ UFC/ml de L. casei Shirota durante três semanas, e a atividade natural das células NK e outras funções imunológicas foram examinadas. No experimento com voluntários de meia idade, a atividade das células NK aumentou significativamente após três semanas do início da ingestão, permanecendo alta mesmo após as três semanas seguintes, fato mais evidente em indivíduos que apresentaram as taxas mais baixas de atividade das células NK. Em voluntários idosos, a atividade das células NK diminuiu significativamente no grupo controle após três semanas do início do experimento. Entretanto, na fase de ingestão do leite fermentado com L. casei Shirota, a atividade das células NK se manteve estável. 

Em 2003, pela primeira vez na história, cientistas conseguiram obter as imagens das células do sistema imunológico em ação. Um estudo inédito desenvolvido pelo Instituto Central Yakult sob a supervisão do médico Kô Okumura, do Departamento de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Juntendo, demonstrou que as células do sistema imunológico ficam mais resistentes com a ação do Lactobacillus casei Shirota. Os cientistas observaram o interior da placa de Peyer, localizada no intestino delgado e considerada a primeira barreira imunológica do organismo porque tem condições de reconhecer as bactérias benéficas e maléficas – que é cercada de vilosidades e preenchida por células imunológicas. 

Para observar o interior da placa de Peyer, os pesquisadores utilizaram raios laser e cortes em sequência a partir da camada superficial. As imagens foram sequenciadas, sobrepostas e rotacionadas e possibilitaram a constatação de que o Lactobacillus casei Shirota chega ao interior da placa e entra em contato com as células imunológicas. Essas células do sistema imune que entraram em contato com o L. casei Shirota transmitiram informações para outras células imunológicas ao redor e estimularam sua ação, fator que se propagou pela placa de Peyer. Na sequência, as células imunológicas ativadas pelo L. casei Shirota entraram nos canais linfáticos – que é a rede de defesa imunológica distribuída por todo o organismo – e estimularam diversos tipos de células imunológicas que lutam contra doenças, como os macrófagos e as NK. 

As mudanças na composição da microbiota intestinal também têm sido implicadas na patogênese dos distúrbios alérgicos, sugerindo interações benéficas entre o sistema imunológico intestinal e cepas bacterianas específicas. Para investigar o papel do L. casei Shirota na modulação da rinite alérgica sazonal (RAS), pesquisadores do Reino Unido publicaram na Clinical & Experimental Allergy, em 2008, o estudo ‘Oral delivery of Lactobacillus casei Shirota modifies allergen induced immune responses in allergic rhinitis’, mostrando alterações na produção de citocinas induzida por antígeno em pacientes tratados com o probiótico, o que sugere que a suplementação de probióticos modula as respostas imunológicas na rinite alérgica e pode ter o potencial de aliviar a gravidade dos sintomas. O estudo duplo-cego e controlado por placebo envolveu 10 indivíduos com RAS em cada grupo. Os cientistas compararam mudanças no estado imunológico decorrentes da ingestão diária de uma bebida láctea com ou sem LcS vivo, por um período de cinco meses. Os voluntários que ingeriram LcS mostraram uma redução significativa nos níveis de produção de IL-5, IL-6 e interferon-gama (IFN-γ) induzida por antígeno, em comparação com o grupo placebo. Enquanto isso, os níveis de imunoglobulinas IgG específica aumentaram e a IgE diminuiu no grupo probiótico. 

Benefício para fumantes

Em 2005, o estudo intitulado ‘Modulation of natural killer cell activity by supplementation of fermented milk containing Lactobacillus casei in habitual smokers’, publicado na Preventive Medicine, constatou que a ingestão do leite fermentado contendo bactérias do ácido lático conseguiria restabelecer as atividades dessas células do sistema imune em fumantes habituais. Pesquisadores do Departamento de Medicina Ambiental e Social da Faculdade de Medicina da Universidade de Osaka, do Laboratório Central do Instituto Central Yakult e do Departamento de Promoção da Saúde e Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Nagoya, no Japão, conduziram um estudo duplo-cego, placebo controlado com 99 voluntários com hábitos de fumo. Os cientistas constataram que a atividade das células NK nos voluntários foi inversamente proporcional ao número de cigarros consumidos, o que significa que a ingestão do leite fermentado com L. casei Shirota foi eficiente para o restabelecimento da atividade dessas células imunológicas nos fumantes. O efeito benéfico foi confirmado no estudo ‘Daily intake of Lactobacillus casei Shirota increases natural killer cell activity in smokers’, publicado em 2012 por pesquisadores italianos, mostrando que a suplementação de probióticos na dieta exerce efeitos benéficos à saúde de tabagistas. O estudo duplo-cego, controlado por placebo e randomizado foi conduzido com 72 fumantes saudáveis italianos, divididos aleatoriamente para ingestão diária de Lactobacillus casei Shirota em pó ou placebo. Após três semanas de ingestão diária, o probiótico foi associado a um aumento na atividade citotóxica e no número de células CD16+, em comparação com o grupo placebo.

Propriedades imunomoduladoras

Publicado no Clinical & Experimental Immunology em 2010, o estudo ‘Selective effects of Lactobacillus casei Shirota on T cell activation, natural killer cell activity and cytokine production’ foi desenvolvido para investigar as propriedades imunomoduladoras do LcS in vitro utilizando as células mononucleares da circulação periférica do sangue periférico humano (PBMC), principalmente em respeito à ativação do linfócito T, para determinar o papel dos monócitos nesses efeitos. Os resultados indicam que o LcS promoveu as atividades das células NK e induziu preferencialmente as expressões de CD69 e CD25 nos subconjuntos CD8+ e CD56+ na ausência de qualquer outro estímulo. O LcS também induziu a produção de IL-1, IL-β, IL-6, TNF-α, IL-12 e IL-10 na ausência de lipopolissacarídeo (LPS). 

O estudo ‘Immunomodulatory effects of a probiotic drink containing Lactobacillus casei Shirota in healthy older volunteers’, publicado em 2013 no European Journal of Nutrition, envolveu 30 idosos saudáveis suplementados com a bebida com probiótico contendo 1,3 × 1010 UFC de L. casei Shirota ou leite desnatado por dia, durante quatro semanas. O estudo cruzado simples-cego, randomizado e placebo controlado tinha como objetivo investigar o efeito do LcS na função imune da população idosa saudável e não imunocomprometida, na qual a imunossenescência é uma característica até mesmo do envelhecimento saudável. O consumo do L. casei Shirota foi associado a um aumento significativo na atividade das células NK em relação à linha de base e a uma diminuição significativa na intensidade média de fluorescência da expressão de CD25 nas células T em repouso, em comparação com o placebo. Além disso, houve uma tendência de aumento da proporção de IL-10 para IL-12 em relação à linha de base após a ingestão do probiótico. 

Em 2015, o artigo ‘Effect of Probiotic Supplement on Cytokine Levels in HIVInfected Individuals: A Preliminary Study’, publicado por pesquisadores da Universidade G. d’Annunzio, na Itália, investigou se o probiótico L. casei Shirota poderia reduzir o índice inamatório de pacientes infectados pelo HIV. O estudo envolveu 30 homens em terapia antirretroviral, que receberam um frasco de leite fermentado Yakult light® contendo L. casei Shirota duas vezes ao dia, durante quatro semanas. O probiótico foi associado a um aumento de linfócitos T e um aumento significativo de células CD56+ nos voluntários. Além disso, foi registrada diminuição significativa dos níveis de mRNA, de TGF-β, IL-10 e IL-12 e expressão de IL-1β, aumento da IL-23 sérica, diminuição da inflamação e do risco cardiovascular. Esses dados fornecem evidências preliminares de que a suplementação de probióticos pode modular certos parâmetros imunológicos e algumas das citocinas que foram analisadas, indicando que o LcS poderia ser uma estratégia prática e barata para apoiar a função imunológica de pacientes HIV positivo.

BENEFÍCIO PARA ATLETAS

Exercícios intensos prolongados têm sido associados com uma queda transitória na atividade imunológica. Um grande número de maratonistas e triatletas relata problemas gastrointestinais (desconforto abdominal, diarreia) durante as corridas de longa distância ou eventos esportivos, além de infecções do trato respiratório superior (URTI na sigla em inglês). Para investigar se os probióticos poderiam exercer efeitos benéficos na prevenção desses sintomas, pesquisadores do Reino Unido e da Espanha avaliaram a ação do L. casei Shirota sobre a incidência de infecções do trato respiratório superior e parâmetros imunológicos durante quatro meses de treinos de atletas universitários de diversas modalidades, no inverno. No total, 84 indivíduos esportivamente ativos foram divididos aleatoriamente em grupos de probiótico ou placebo, em experimento duplo-cego. Os voluntários do grupo probiótico que apresentaram uma ou mais semanas de URTI e a média de episódios foram 27% e 50% menores, respectivamente, em relação ao grupo placebo, e a proporção de dias que os voluntários sofreram com desconforto abdominal foi 33% menor no grupo LcS. 

O mesmo resultado foi obtido em experimento realizado em 2017 por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Publicado em julho de 2019, o estudo ‘Daily intake of fermented milk containing Lactobacillus casei Shirota (LcS) modulates systemic and upper airways immune/ inflammatory responses in marathon runners’ reuniu 42 homens com experiência em maratonas e com algum sintoma de vias aéreas superiores em pelo menos uma delas. Os voluntários tinham média de 39 anos de idade, foram submetidos a exames clínicos e cardiopulmonares para caracterizar a capacidade cardiorrespiratória e passaram por análise da composição corporal por meio da absorciometria por raios-X duplo (DXA). Divididos em dois grupos, todos foram instruídos a manter a dieta e os horários habituais de treinamento e exercício físico, além de relatar a ocorrência e a duração de sintomas respiratórios superiores ou distúrbios gastrointestinais durante o estudo. 

Os participantes foram orientados a ingerir um frasco de 80g de leite fermentado Yakult 40, com 40×10 UFC de Lactobacillus casei Shirota (grupo LcS) e leite fermentado sem o probiótico com igual sabor, cor e pH (grupo placebo) por 30 dias antes da SPCity, tradicional maratona de 42km realizada na cidade de São Paulo. Ao término da maratona, oito voluntários do grupo placebo (36,37%) relataram coriza, espirros, coceira e sensação de queimação no nariz, congestão nasal, garganta seca, dor de garganta, resfriado e gripe, que começaram no primeiro dia após a competição e se estenderam por até 10 dias. No grupo LcS, apenas três voluntários (15%) relataram tosse, nariz congestionado e ressecado, assim como lesão de herpes. Neste grupo, entretanto, os sintomas duraram até cinco dias após a maratona. Quem ingeriu Yakult 40 também teve melhor modulação e controle inflamatório-imunológico.

Poderosa ação antitumoral

Segundo a literatura, os seres humanos produzem cerca de seis mil células cancerígenas todos os dias, e o sistema imunológico é responsável por identificar e destruir essas células nocivas originadas do interior do organismo antes de se transformarem em uma neoplasia maligna. Algumas espécies de probióticos são relatadas pela literatura com capacidade de ajudar a prevenir o câncer em modelos animais através de vários mecanismos de ação, tais como a modulação do sistema imune e a geração de metabólitos biologicamente ativos no intestino. As pesquisas que avaliam a resistência da microbiota em relação ao câncer começaram nos anos 1970 no Instituto Central Yakult. Depois de inúmeros estudos para investigar o efeito antitumoral de várias espécies de lactobacilos, foi constatado que o L. casei Shirota possuía poderosa atividade antitumoral, uma vez que a cepa tem forte influência sobre o sistema imune. 

Nos primeiros estudos com câncer no Instituto Central Yakult, o L. casei Shirota era usado como medicamento. No entanto, este conceito foi alterado porque os cientistas encontraram uma conexão entre a biologia do câncer e a resistência imunológica. O mecanismo proposto pelos cientistas do Instituto Central Yakult, assim como por pesquisadores de algumas universidades japonesas, é que o L. casei Shirota seja capturado pelos macrófagos e/ou pelas células dendríticas no intestino e, neste processo, as citocinas que ativam as células NK são liberadas. Assim, as células NK ativadas atacam as células cancerosas. A eficácia do Lactobacillus casei Shirota foi avaliada em estudos relacionados a neoplasias de bexiga, colorretal, pólipo adenomatoso e mama. 

Baseados nos resultados dos experimentos de laboratório, os cientistas começaram o desenvolvimento da cepa L. casei Shirota como um agente antitumoral. Em pesquisas clínicas, o alvo era a prevenção da recorrência pós-operatória de câncer cervical uterino, pleurite carcinomatosa e câncer de bexiga. Para avaliar a ação do Lactobacillus casei Shirota em relação ao câncer de bexiga, um experimento foi realizado com 180 pacientes (idade média de 67 anos) durante 12 meses, entre 1997 e 1998. Os resultados foram publicados na revista científica Urologia Internationalis, em 2002, com o título ‘Habitual Intake of Lactic Acid Bacteria and Risk Reduction of Bladder Cancer’. Os pacientes foram selecionados de sete hospitais de referência que participaram de um estudo de caso-controle, em paralelo com 445 pessoas compatíveis em idade e sexo escolhidas entre a população sadia. 

Os pesquisadores constataram quatro mecanismos sugeridos como responsáveis pelos efeitos antitumorais dos lactobacilos, especialmente o Lactobacillus casei Shirota: a inibição da atividade das enzimas relacionadas à carcinogênese e produzidas pelas bactérias intestinais; a ligação de pirolisatos mutagênicos potentes aos corpos celulares; a supressão, na urina, da atividade mutagênica derivada dos alimentos; e a imunomodulação. No início da década de 1990, um ensaio duplo-cego realizado por pesquisadores de importantes instituições médicas e de pesquisa do Japão envolveu a administração de um preparado à base de L. casei Shirota (BLP) com cerca de 1×10¹⁰ de células viáveis, administrado oralmente. 

O estudo foi desenvolvido com 138 pacientes com carcinoma celular transicional superficial de bexiga seguido de ressecção transuretral, de 29 instituições de saúde do Japão, para verificar a eficácia do L. casei Shirota na prevenção de recorrência do tumor. Ao final do estudo, os cientistas notaram uma inibição na recidiva do câncer naqueles que estavam recebendo o probiótico. A taxa de recorrência após um ano foi de 45,1% para o grupo placebo e de 20,8% para o grupo que recebeu o Lactobacillus casei Shirota. O resultado foi considerado muito bom, já que o período livre de reincidência de 50% foi significativamente prolongado com o tratamento com BLP via oral para aproximadamente 1,8 vezes mais que o do grupo controle. Com isso, os cientistas consideraram a administração oral de BLP segura e eficaz para a prevenção da reincidência de câncer superficial de bexiga. 

Um estudo observacional incluiu os participantes de um estudo clínico anterior projetado para avaliar os efeitos de biscoitos de farelo de trigo ou preparação de Lactobacillus – 3g/dia de pó de BLP – na prevenção de tumor colorretal. Um total de 237 pacientes foi acompanhado por 7.913 dias (21,7 anos). O câncer se desenvolveu em 24 pacientes (18,8%) no grupo de extensão BLP e 24 pacientes (22%) no grupo de extensão não BLP. Embora nenhuma diferença significativa tenha sido observada, a incidência cumulativa de câncer aumentou a uma taxa ligeiramente menor no grupo de extensão BLP. Ambos os grupos mostraram uma redução significativa de peso ao longo de 20 anos, embora a diminuição no grupo de extensão BLP tenha sido de apenas 1,4kg, em comparação com 2,8kg no grupo não BLP. Portanto, um tratamento em muito longo prazo com uma preparação probiótica de L. casei Shirota suprimiu a perda de peso nos idosos.

Isoflavona da soja e L. casei Shirota contra o câncer de mama

Para investigar os efeitos do consumo de isoflavona de soja em conjunto com o L. casei Shirota na ocorrência de câncer de mama foi realizado um estudo envolvendo 316 pacientes com a neoplasia e 662 controles. Este estudo, publicado na revista Current Nutrition & Food Science, em 2013, apontou que a quantidade de isoflavona de soja consumida habitualmente, como também de LcS desde a adolescência, estava intimamente associada à redução do risco do câncer de mama – e o consumo simultâneo desses produtos era especialmente mais e ciente. Até então, os cientistas ainda não tinham esclarecido se o consumo conjunto de isoflavona de soja e do L. casei Shirota seria mais e ciente para a prevenção do câncer de mama do que a ingestão de cada componente isolado. 

O estudo contribuiu para investigar os efeitos preventivos da isoflavona da soja, do L. casei Shirota e a sua combinação contra o desenvolvimento e o crescimento dos tumores mamários. Além disso, ajudou a esclarecer os mecanismos através de um modelo de tumor induzido quimicamente em modelos animais. Os resultados demonstraram que a isoflavona de soja impede o desenvolvimento dos tumores mamários enquanto o Lactobacillus casei Shirota detém o crescimento do tumor, aumentando as propriedades da isoflavona de soja. Segundo os pesquisadores, o consumo habitual de L. casei Shirota em combinação com isoflavona de soja pode fazer parte de uma dieta benéfica para a prevenção do câncer de mama, porque a cepa probiótica reverte as desordens da resposta imune e mantém a propriedade auto-reguladora do organismo.

Um eixo do cérebro ao intestino

Em 1999, o professor e pesquisador Michael D. Gershon, da Columbia University, nos Estados Unidos, lançou o livro The Second Brain (O Segundo Cérebro), mostrando que as células nervosas no intestino agiam como um verdadeiro cérebro. Essas conexões ocorrem porque o trato gastrointestinal humano tem um sistema nervoso próprio totalmente especializado para as funções intestinais. O sistema nervoso entérico (SNE), que começa no esôfago e termina no ânus, possui aproximadamente 100 milhões de neurônios – número próximo à quantidade de neurônios da medula espinhal – e é capaz de controlar o trato gastrointestinal mesmo se as conexões com o sistema nervoso central forem interrompidas. Esses neurônios são capazes de perceber o que há de errado no nível do intestino e se comunicar entre si, o que pode aumentar ou diminuir o movimento peristáltico e provocar uma série de sintomas. 

Os estudos científicos realizados até agora têm conseguido demonstrar que o intestino saudável impulsiona o bem-estar psicológico e pode ser um fator fundamental para evitar transtornos psiquiátricos, neurológicos e de desenvolvimento, a exemplo de depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar, Parkinson, Alzheimer e transtorno do espectro autista. Boa parte dos resultados sugere que as bactérias intestinais podem ser um gatilho para o desenvolvimento desses transtornos neuropsiquiátricos por influenciar o sistema nervoso central, o desenvolvimento de células nervosas e a formação de circuitos de estresse. Além disso, consideram a possibilidade de que os probióticos podem afetar a emoção na saúde e na doença, modulando o eixo microbiota-intestino-cérebro e trazendo benefícios para a saúde. 

Em 2006, pesquisadores do Departamento de Psicologia da Swansea University, no País de Gales, avaliaram o impacto do consumo do Leite Fermentado Yakult e do placebo sobre o humor e a cognição. O grupo convidou 124 mulheres saudáveis e que não consumiam iogurtes habitualmente para participar do experimento, distribuídas de forma aleatória e duplo-cega para consumir o produto com probiótico ou placebo – o produto fornecido pela Yakult continha no mínimo 6,5 x 109 UFC/ml de L. casei Shirota. No início do estudo e após 10 e 20 dias, o grau de humor das voluntárias foi avaliado por meio de questionário-base POMS, que consistia de seis dimensões básicas: energético/cansado; lúcido/confuso; calmo/ansioso; confiante/inseguro; eufórico/deprimido; feliz/ irritado. Os pesquisadores verificaram que a diminuição do grau de constipação intestinal estava associada à melhora do humor, uma vez que há vários relatos de que indivíduos que sofrem de constipação crônica apresentam baixos índices de humor ou qualidade de vida. 

ANGÚSTIAS MENTAIS 

A exposição ao estresse psicológico também pode levar a vários sintomas relacionados a angústias mentais, e um deles é o distúrbio do sono. Para investigar se o L. casei Shirota poderia trazer alívio na ansiedade e melhorar o sono durante situações estressantes, pesquisadores do Instituto Central Yakult conduziram um estudo duplo-cego, randomizado e placebo controlado com estudantes do 4º ano de Medicina da Universidade de Tokushima, no Japão, que estavam se preparando para um exame de qualificação nacional. Os 94 participantes foram aleatoriamente alocados no grupo LcS ou placebo e ingeriram uma dose diária de 100ml de Leite Fermentado Yakult com 1,0×10⁹ UFC/ml de LcS (ou placebo), por 11 semanas. Os resultados sugerem que o consumo diário do probiótico pode ajudar a manter a percepção da qualidade do sono durante o período de aumento de estresse por prevenir uma diminuição na porcentagem de sono N3 e aumentar a onda delta. O estudo foi publicado no Beneficial Microbes, em 2016. Em 2020, pesquisadores do Instituto Central Yakult apresentaram os resultados do estudo ‘Efects of daily supplementation of probiotics on physiological parameters induced by anxiety among competitive soccer players’. O ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo foi conduzido com 20 jogadores de futebol do sexo masculino, que receberam 3×10¹⁰ UFC do probiótico Lactobacillus casei Shirota ou placebo durante oito semanas. Os resultados sugerem que a suplementação diária de probióticos pode ter o potencial de modular as ondas cerebrais como teta (relaxamento) e delta (atenção) para melhor treinamento, função cerebral e melhora psicológica para os exercícios.