A responsabilidade de informar sobre a ciência

Citada em todos os veículos de imprensa à exaustão durante a fase mais aguda da pandemia de Covid-19, a ciência ganhou fama nos dois últimos anos. A maior recompensa dessa exposição excessiva foi o fato de muitos cientistas, que até então ficavam em seus laboratórios desenvolvendo estudos com seus grupos, se disponibilizaram a conceder entrevistas e esclarecer pontos duvidosos sobre a pandemia e suas consequências. Um desses cientistas é a médica imunologista Ester Cerdeira Sabino, professora associada do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias e pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que ficou conhecida da população brasileira em 2020 por ter coordenado o grupo de 27 pesquisadores que sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 em apenas 48 horas, um feito inédito graças aos estudos e à tecnologia que já vinham desenvolvendo. Para a cientista, indicada em dezembro de 2021 para a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e que dá nome a um prêmio que estimula a presença de mais mulheres pesquisadoras no Estado de São Paulo, é fundamental que a população conheça, cada vez mais e melhor, a produção científica nacional para entender como funciona e porque, nem sempre, os cientistas terão todas as respostas para todas as perguntas. 

A ciência foi muito exposta durante a pandemia. Esse excesso de informação foi bom para a população?

Acho que a população sabe muito pouco sobre ciência e isso estava afetando as universidades do Brasil, porque as deixava muito pouco visíveis. Era fácil dizer que o pessoal nas universidades públicas não estava fazendo nada, porque realmente não havia visibilidade das pesquisas. Eu, que tinha sido dirigente do Instituto de Medicina Tropical da FMUSP, estava preocupada porque estávamos conversando mal com a população e não estávamos sabendo informar direito. Quando chegou a epidemia, a lógica seria ter um foco na ciência, porque era dos grupos científicos dos vários países que sairiam as respostas e as soluções. O fato de a população estar interessada nas informações científicas foi importante, assim como foi importante ouvir os pesquisadores e divulgar a informação de boa qualidade. Na medida em que a população aprende o que é ciência, de onde vem e como é feita, aos poucos consegue melhorar sua capacidade de entender o que os cientistas produzem. Eu acho que essa exposição científica na pandemia foi muito válida.

 

As discussões que dominaram as mídias sociais e a própria imprensa podem ter prejudicado o entendimento da população leiga sobre a seriedade de alguns estudos científicos?

Ao contrário, eu penso que contribuiu, principalmente ao ver a quantidade de cientistas respondendo perguntas. Tínhamos duas questões diferentes: uma sobre o entendimento da epidemia e a outra sobre a leitura que, muitas vezes, podia ser feita pelos divulgadores – que foram se especializando em divulgar a ciência. A própria imprensa precisaria ter mais pessoas treinadas para entender a ciência, jornalistas especializados em ciência como existem os repórteres especializados em economia, esportes, política. Precisamos de mais jornalistas especializados em ciência, porque a compreensão do público será muito mais fácil por esse meio; assim como de mais cientistas que possam repassar o conteúdo dos seus estudos de forma mais clara. O cientista tem de ser responsável, principalmente com os dados que está gerando; deve seguir as regras da ciência e só divulgar seus resultados para a imprensa depois que divulgou em algum meio científico, mesmo que seja ainda um preprint, ou seja, um artigo que não passou pela tradicional revisão por pares, que é um tipo de avaliação de trabalhos bem característico dos periódicos e das revistas científicas. 

Durante a pandemia, essa lógica foi seguida por todos os cientistas?

Na verdade, tudo aconteceu muito rápido e as pessoas sequer tinham um código de conduta, o que explica algumas divulgações de resultados fora desses padrões. O ideal é que todo resultado científico seja divulgado só depois que se confirme que não houve nenhum erro, porque é assim que se faz ciência. Primeiro, o artigo deve ser submetido a uma revista científica, alguém lê os dados e aprova a publicação. E só depois se divulga para a imprensa. Na pandemia, muitas vezes, a imprensa já procurava o cientista no momento em que depositava o preprint. Acho que temos de melhorar todos os grupos, desde como a imprensa faz as entrevistas, com jornalistas mais treinados; melhorar e aumentar o número de pessoas que divulgam ciência como uma forma de profissão e treinar o cientista para fazer esse percurso. Em geral, o pesquisador que está trabalhando e buscando os dados não tem muito tempo para ficar falando sobre seus estudos, no entanto, acredito que todos já entenderam que é importante falar. 

Quem trabalha com ciência sabe que pesquisas levam tempo e podem trazer resultados novos e surpreendentes a cada etapa. Será que a população consegue entender esse processo?

Quando não há urgência, acho que temos de divulgar os achados sempre somente depois que foram publicados, e a melhor forma seria que os jornais falassem de resultados publicados, mas que podem, com o tempo, ser alterados. Para entender isso, a população precisa aprender como a ciência funciona, porque é um processo que traz algumas descobertas. E isso depende muito do comunicador, que deve explicar cada vez mais as limitações de um estudo. Se formos esperar a resposta final da ciência, nunca vamos divulgar nada! Mas essa contradição tem de ser explicada ao público! O indivíduo leigo que ouve a notícia precisa ser informado de como funciona a ciência para entender que o conhecimento da ciência é cíclico, tem idas e vindas. Temos de tomar cuidado quando falamos, temos de escolher os trabalhos que vamos divulgar, e o jornalista precisa estar bem treinado para que possa fazer essa divulgação o mais próximo do que é a realidade, com as limitações do estudo apresentadas de maneira bem clara no texto jornalístico.

A pandemia de Covid-19 foi o maior desafio dos cientistas da sua geração?

Ainda acho que o HIV foi e é o mais difícil de todos os vírus que já surgiram, porque até hoje não temos uma vacina. A pandemia da Covid-19 foi forte e muito rápida, mas a epidemia de HIV ainda é um problema muito grande no mundo e o fato de não termos uma vacina torna essa situação ainda mais delicada. 

Seus principais estudos estão relacionados ao HIV?

Meus primeiros trabalhos foram em HIV, mas eu era jovem e ainda estava na fase de treinamento. Assim, os meus melhores trabalhos foram em Covid. Mas comecei com o HIV e trabalhei junto com a comunidade de cientistas por alguns anos. Parei de trabalhar com HIV e foquei mais em doenças transmissíveis pelo sangue quando fui para a Fundação Pró-Sangue e, quando entrei no IMT-USP, fui trabalhar com doenças tropicais e doenças emergentes até chegar na Covid-19.

Quais são os maiores desafios da ciência contemporânea?

Acho que a ciência mudou muito desde que comecei a trabalhar, porque hoje é uma ciência muito mais participante. Temos de formar grandes grupos, com várias pessoas trabalhando em partes diferentes para se chegar a alguma conclusão, porque a ciência atual depende dessa conexão. O cientista não é mais um indivíduo isolado, fazendo um trabalho com o seu grupo e competindo com outros. Atualmente, a ciência tem de caminhar para um lado mais colaborativo, com grandes grupos, o que torna o cientista mais anônimo diante de tantas pessoas trabalhando. 

Havia muita competição, no passado, entre os cientistas?

O sistema da ciência depende de recursos das agências de fomento, e existe uma competição para publicar nas melhores revistas e, com isso, obter os melhores recursos. Quando um cientista vai pedir recurso para uma agência financiadora de pesquisa, um dos fatores para conseguir a verba é justamente a sua capacidade de produção, de publicação. As agências não têm uma métrica de trabalhos em colaboração, mas de quanto aquele autor publicou. Então, existe uma competição para obter recursos e publicar, porque o próprio sistema é desta forma. Cada vez mais, não conseguimos publicar em grandes revistas se não trabalharmos com muita gente. Hoje, temos de pensar em como refazer todo o gerenciamento de recursos da ciência pensando nisso e favorecendo os grandes grupos.

Qual é sua opinião em relação à parceria público-privada para a ciência? 

Acho que é importante, e já existem novas leis no Brasil para favorecer que a indústria trabalhe junto com o cientista. Mas não acho que essa deva ser a única fonte; o governo tem de continuar contribuindo, como acontece nos Estados Unidos, por exemplo. Muitas pessoas têm a impressão de que, nos Estados Unidos, o maior recurso de pesquisa vem da área privada e não é verdade; a maior parte dos recursos vem do governo para as universidades – que, aliás, são privadas. Nos Estados Unidos existe esse reconhecimento, por parte da sociedade, de que tudo que o governo investe em pesquisa acaba gerando produto e riqueza para o país. Muitas das pesquisas demoram 20, 30 anos para gerar um produto, mas, mesmo assim, essas pesquisas básicas são muito importantes. Por outro lado, temos de favorecer a pesquisa que vai gerar rapidamente um produto e que vai retornar para a sociedade e, dessas, acho que é importante que a indústria participe. Seria interessante que se criasse no Brasil a infraestrutura necessária para que também tivesse pesquisa e desenvolvimento na indústria, o que hoje não acontece. A maioria da nossa indústria não tem uma área de pesquisa e desenvolvimento interna e investe pouco nas universidades locais. A única forma de mudar isso é dar incentivos locais para que se façam estudos em conjunto com a indústria. Um bom exemplo é o da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp): se uma indústria quiser fazer um projeto de pesquisa que ainda esteja em uma fase muito arriscada, a Fapesp coloca metade do recurso que a indústria aplicar, desde que seja feita com universidades de São Paulo. Esse tipo de incentivo precisa aumentar, e as indústrias precisam conhecer e saber onde procurar. 

A senhora deu nome a um prêmio criado para estimular mulheres na ciência. Qual é a importância dessa iniciativa?

Temos visto, sistematicamente, uma diminuição da subida das mulheres dentro da carreira acadêmica, o que é muito estranho, uma vez que há muitas mulheres na academia e somos a maioria buscando recursos para pesquisas. No entanto, somos minoria como pesquisadoras com bolsas de prestígio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O porquê isso acontece e em qual momento da carreira não está claro, mas são pequenas dificuldades sempre. Um exemplo está no momento de montar uma comissão para apresentar papers em congressos: se não prestarmos atenção, a comissão será 80% formada por homens. Afinal, se são os homens que falam mais, só vamos lembrar dos homens. Esse é o problema e, se olharmos para a carreira, veremos que isso acontece todos os dias. E esse esforço não tem de ser dos homens, mas das mulheres! O primeiro passo para mudarmos isso é a mulher se conscientizar de seus pequenos obstáculos. A síndrome do impostor é muito mais comum em mulheres, por isso, acho muito importante, pelo menos, trazer essa pauta à discussão. Nunca tinha parado para pensar nisso, mas, quando parei, vi que não estava certo. Não é um acaso! Neste sentido, acredito que o prêmio será um estímulo, uma vez que o objetivo é valorizar pesquisadoras que contribuam para o desenvolvimento científico no Estado de São Paulo. 

O fato de a senhora ter sido indicada para a Academia Brasileira de Ciências foi um marco na carreira?

Sem dúvida, para mim é muito importante ter sido escolhida. Aliás, a própria Academia tinha poucas mulheres e este foi o primeiro ano que chamaram mais mulheres do que homens. Só comecei em maio a conhecer os membros e como tudo funciona, mas estou com uma boa expectativa. Nunca fui ligada a sociedades. Normalmente, prefiro focar a maior parte do meu tempo na pesquisa. No entanto, acho interessante que os cientistas estejam unidos para melhorar a qualidade da ciência no Brasil.

 É preciso quebrar estereótipos e mostrar para os jovens que qualquer interessado pode praticar ciência?

Realmente, a ciência sempre foi muito estereotipada nos desenhos animados e nos filmes, que mostram aqueles cientistas meio maluquinhos e, às vezes, até do mal. Essa caricatura precisa ser trabalhada, no dia a dia, principalmente nas escolas. Quanto mais a universidade conseguir sair dos seus muros e falar com a escola, mais vamos conseguir quebrar esse estereótipo. A USP tem feito isso para alunos do segundo grau, abrindo as portas da universidade para os estudantes visitarem, conhecerem e saberem o que fazemos. Graças a essa iniciativa, aumentou muito a busca pela USP, principalmente pela população de baixa renda que, em geral, acha que a universidade está muito distante. Precisamos colocar esse desejo nos alunos das escolas públicas e estimulá-los a entrar na universidade e fazer pesquisa.

A senhora foi uma das cientistas a sequenciar o genoma do SARS-CoV-2 em apenas 48 horas em 2020, um recorde na América Latina. Como conseguiram fazer o sequenciamento tão rápido?

Desde a epidemia de zika estávamos trabalhando com um grupo da Oxford University, na Inglaterra, na tentativa de melhorar a tecnologia de sequenciamento para que desse resposta em tempo real. Esse era o nosso objetivo e, em abril de 2019, recebemos um recurso razoável da Fapesp para tocar esse projeto junto com a universidade inglesa. Estávamos trabalhando com arboviroses e fomos melhorando a tecnologia. Fizemos o sequenciamento do zika vírus, nosso estudo foi capa da revista Nature em 2017, mas, um ano depois, quando trouxemos os resultados, não tinha mais zika. Portanto, o foco era melhorar as tecnologias para quando tivéssemos uma emergência em epidemia, para que a ciência começasse a dar dados exatamente no momento em que a epidemia começasse. Precisávamos de informação em tempo real, porque tudo que se fazia em termos de sequenciamento era muito depois. Estávamos nos preparando com o grupo do Instituto Adolfo Lutz para fazer o sequenciamento do vírus da dengue, no começo de 2020, porque achávamos que a epidemia de dengue seria muito grande naquele ano, e queríamos sequenciar e ver qual informação daríamos sobre essa epidemia em tempo real. Só que não chegou a dengue, chegou a Covid-19, por isso conseguimos fazer o processo rapidamente. 

Qual foi a importância desse sequenciamento para o enfrentamento da pandemia no Brasil?

O sequenciamento nos permitiu entender como estava o vírus. Para ter uma ideia, a Itália – onde a epidemia ganhou mais força no início de 2020 – até tinha sequenciado um vírus de um casal chinês que testou positivo, mas a epidemia da Itália não foi por esse vírus e, naquele momento, eles ainda não tinham dados do vírus que causava a epidemia no país. O nosso não foi o trabalho fundamental da pandemia, mas foi importante. Não lembro quantas sequências já tinham sido feitas na época, mas eram poucas e não chegavam a 100 no mundo. Aqui no Brasil, isso chamou muito a atenção da imprensa e, talvez, esse dado científico tenha sido a nossa grande contribuição para a Covid-19. Não foi a informação mais fundamental, mas foi importante no sentido de mostrar prontidão, de mostrar que o cientista estava na pauta. Embora os dados e as análises de evolução para usar em testes sejam pautados pelas sequências de todos os grupos, mostramos que estávamos prontos e isso, de alguma forma, causou comoção na população. Nosso paper principal de sequenciamento foi publicado em junho de 2020 na revista Science e, neste momento, já tínhamos sequenciado 400 amostras e conseguimos descrever a evolução da epidemia no Brasil durante a pandemia. Portanto, nossa primeira e grande contribuição foi esse trabalho e, depois, fizemos mais dois trabalhos maiores, que também foram publicados na Science: um sobre a taxa de ataque em Manaus e outro sobre a detecção e descrição da variante Gama.

Seu grupo está pronto caso surja outra variante importante ou outro vírus?

Não somos um grupo de vigilância – quem trabalha com vigilância no Brasil é o Instituto Adolfo Lutz e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nossa contribuição é sempre desenvolver ferramentas, treinar, facilitar essa vigilância e criar novas formas de responder a uma epidemia. Mas é muito importante saber como fazer a vigilância em animais, em mosquitos, para identificar quais vírus estão circulando no meio ambiente. Nosso foco daqui para frente será muito neste sentido.

Seu grupo achava que haveria uma grande epidemia de dengue quando apareceu a Covid. Como a dengue vem se comportando?

 A dengue diminuiu em 2020, até porque houve uma diminuição da mobilidade em razão do isolamento social, e a transmissão não levou a uma epidemia, mas, agora, a dengue está voltando. Estamos trabalhando novamente com a dengue e acho que é um problema que continua e é muito importante.

A doença de Chagas também é uma das suas linhas de pesquisa?

O meu foco sempre foi doenças transmissíveis pelo sangue, e Chagas é uma delas. Quando me tornei professora da Universidade de São Paulo e fui para o Instituto de Medicina Tropical, foquei mais nas doenças tropicais do que na questão da transfusão sanguínea, e foi aí que comecei a estudar Chagas, entre outras doenças emergentes. Mas, se eu pudesse, focaria mais em doença de Chagas, que é muito importante e só tem um medicamento disponível, desenvolvido na década de 1970. A doença de Chagas é extremamente negligenciada, tem muita gente infectada e muita gente morrendo. Existe um tratamento que não é perfeito, mas deveria ser empregado, e em várias regiões rurais do Brasil ainda há doentes que sequer recebem o tratamento. Mesmo na cidade de São Paulo, muitos indivíduos não são testados e não são tratados. A doença de Chagas é uma realidade em toda América Latina, e o país mais afetado é a Bolívia. 

A doença de Chagas é muito recorrente no Brasil?

Sim. Existe um apagão em relação à doença de Chagas, como se as autoridades de saúde não quisessem ver o número de pessoas infectadas, que deve ser próximo a 1 milhão no Brasil. Este é mais ou menos o mesmo número do HIV, só que não se faz um programa de doença de Chagas, nunca se fez! E existem consequências para muitas pessoas, que acabam morrendo de insuficiência cardíaca sem terem feito o tratamento. Além disso, tem muita pesquisa que precisa ser feita sobre essa enfermidade. Outro problema é que estamos detectando a volta da doença de Chagas, porque tínhamos controlado a transmissão vetorial em muitas regiões do País, mas o desmatamento está fazendo com que o agente transmissor Triatoma infestans, conhecido como barbeiro, volte para dentro das casas. E pode ser que voltemos a ter casos agudos da doença se não começarmos a voltar a fazer algum tipo de vigilância. Na medida em que não existem outros mamíferos para se alimentar a não ser os seres humanos, os barbeiros estão começando a se adaptar e entrando nas cidades, e isso é um problema importante.

O que resume, para a senhora, o papel de um cientista?

O cientista é treinado para pensar diferente da população, sempre olhando a realidade com dúvida. A função é tentar chegar o mais próximo possível dessa realidade, buscando desenvolver ferramentas para melhorar a vida das pessoas – no nosso caso, para melhorar a saúde das pessoas. O cientista também olha a realidade sempre com um pé atrás, sempre com dúvida, para checar dados e repensar se aquilo que encontrou está certo. Acho que esse é o papel do cientista; duvidar e buscar resultados cada vez melhores para o entendimento da realidade.